Aqui deixo-vos um site onde podem aprender a jogar poker, como tambem descobrirem muito sobre esta modalidade.

Fiquem atentos!!!
Aqui deixo-vos um site onde podem aprender a jogar poker, como tambem descobrirem muito sobre esta modalidade.

Fiquem atentos!!!
Esta parece uma pergunta muito idiota mas a verdade é que, à medida que vou lendo fóruns, blogues e em perguntas que me fazem, chego à conclusão que há muita gente que não faz a mínima ideia de qual é a razão porque estão a fazer raise ou bet.
Na minha opinião, existem 3 razões para nós apostarmos e que são, por ordem de importância, apostar por valor, apostar como bluff e apostar para proteger a nossa mão.
Apostar por valor
A chamada value bet deve ser usada quando tiverem uma boa mão e quando acharem que o (s) vossos adversários irão pagar com uma mão pior. Na maior parte das vezes que vocês apostarem vão querer estar a fazer value bets pois é essa a melhor maneira de acumularem dinheiro.
Apostar como bluff
Neste caso, vocês apostam porque querem que o adversário faça fold de uma mão que é melhor que a vossa. As melhores situações para fazer bluff são quando acharem que o adversário não tem uma mão muito forte mas que, ainda assim, é capaz de ser mais forte que a vossa. Nunca devem tentar fazer bluff só porque sim e é preciso escolher muito bem as ocasiões para o fazerem.
Apostar para proteger
Esta é talvez a razão mais fraca para apostar, pois neste tipo de apostas vocês querem que o adversário faça fold de mãos que estão atrás (o que não faz assim tanto sentido). Quando existem muitas cartas que são más para a vossa mão (e sobretudo quando estão muitos jogadores na mão) talvez seja a melhor opção.
Más razões para apostar
Muitos jogadores que não sabem muito bem o que estão a fazer, usam frequentemente algumas razões que são erradas.
“Apostei porque queria afastar os draws”
Eu mesmo já usei esta razão para justificar as minhas apostas altíssimas no turn mas, pensando bem, se por exemplo um jogador tem um flush draw no turn, ele tem cerca de 20% de hipóteses de o alcançar e se o afastarmos no turn estamos a perder 80% das vezes um valor mais pequeno que ele teria pago. Claro que depois não convém meterem mais dinheiro no river quando sai a carta que completa o flush....
“Fiz raise para saber onde estava na mão”
Esta razão simplesmente não existe! Basicamente, ao fazermos isto podem acontecer três coisas: o jogador faz fold das mãos piores (e perdemos uma oportunidade de o deixar fazer bluff), o jogador faz raise de mãos melhores (e gastámos mais dinheiro do que se tivéssemos feito só call e visto o que ele fazia na street seguinte) ou o jogador faz call (e aqui ficámos com 0 informação porque ele tanto pode fazer call com pior ou com melhor e só vamos ganhar mais informação na street seguinte e com um pote inflacionado).
Quando têm dúvidas sobre a força da vossa mão, normalmente é melhor seguirem uma linha mais passiva (fazendo call ou check) e esperar pela reacção do adversário na street seguinte.
Conclusão
Em qualquer situação do jogo que queiram fazer uma aposta devem pensar nos três casos que referi e se não conseguirem identificar a razão porque estão a apostar é porque não o deviam fazer. Se estão a apostar por valor e não sabem que mãos é que o adversário pode ter que sejam piores que a vossa e que paguem a aposta, então não apostem. Se estiverem a fazer bluff e não souberem que mão estão a representar nem que mãos é que o adversário pode foldar, não façam bluff. Se tiverem dúvidas quanto à força da vossa mão joguem de forma mais passiva e deixem os potes ficarem mais pequenos.
João “Espanhol” Leal
Double or Nothing (DoN) é um dos
tipos de Sit&Go mais popular nos dias que correm. Nestes
torneios, metade dos jogadores dobra o investimento inicial e a
outra metade perde, portanto o número final de fichas não é
relevante, já que o objectivo é sobreviver - este é um survival
game.
Existem DoN de 6 e 10 jogadores, sendo que as abordagens são
bastante semelhantes, por isso vou-me centrar nos de 10 jogadores
da PokerStars.
Um dos aspectos mais importantes deste tipo de Sit&Go, que não
está intrinsecamente ligado ao jogo, é a fee.
Existem várias salas online que nos oferecem a possibilidade de
jogar este jogo, sendo que a fee varia de 4 a 10% do valor do
buy-in. Se formos vencedores em 55% dos DoN's na PokerStars, o
nosso ROI (Return Over Investment) é de 5,77 % (a PokerStars tem a
fee mais baixa do mercado, no valor de 4%); com esta mesma taxa de
sucesso, numa sala em que a fee seja 10%, o nosso ROI já vai para
0% (Exemplo: se jogarmos 100 DoN de 10$ na PokerStars com 55% de
sucesso ficamos 60$ "up" e ficamos “even” se for numa
sala que ofereça DoN com 10% de fee).
Nos DoN’s há 2 fases importantes e convém distinguir a abordagem adequada a cada uma delas: Primeiros níveis de Blinds e a Fase da Bubble.
Primeiros Níveis de Blinds
A parte inicial dos DoN não é a
mais importante, mas para jogar de uma forma eficaz deverá ser
abordada de forma bastante tight - o objectivo é sobreviver.
Nesta fase (até as blinds chegarem a 50/100 ante 10) eis o meu
range de open raise: UTG é QQ+, AK e no BTN é 88+ e AJ+, sendo que
faço limp behind/call a raise até ao máximo de 120 fichas com
PP’s unicamente para Set Mining.
Um excelente exemplo para explicar o porquê desta abordagem
extremamente tight é o de que um coin flip para a stack será sempre
EV- (metade das vezes perdemos e na outra metade que dobramos a
stack não garantimos a vitória no DoN). Perceber o conceito e a
utilidade das fichas num DoN é extremamente importante.
Em qualquer Sit ou Torneio, a última ficha é sempre a que tem mais valor/utilidade e todas as fichas seguintes têm um valor/utilidade cada vez menor. Num DoN isto também é verdade, mas existem algumas diferenças quando comparado com um Sit normal. As fichas ganhas excedentes à stack inicial têm menos utilidade que num Sit normal, sendo que o seu valor é bastante mais decrescente (Exemplo: num DoN em que a stack inicial são 1500 fichas, ter 4000 ou 6000 fichas representa uma probabilidade de conseguir o nosso objectivo quase igual, enquanto que num Sit normal isto não é verdade). Não fazer bluff, jogar passivo tight e evitar drawing hands são abordagens a este jogo que se adaptam a este conceito.
Juntando o conceito da utilidade
das fichas com a nossa abordagem tight ao jogo, devemos procurar
ter um elevado showdown, sendo que o resultado final de cada pote
dever-se-á reflectir na força da nossa mão. Um exemplo: Num cenário
em que temos 1000 fichas atrás, o pote já está em 3000 e temos a 4ª
melhor mão possível no river; Shove? Provavelmente não, apesar de
sabermos que a nossa mão será a vencedora uma grande parte das
vezes, mas ficar com 4000 ou 5000 fichas tem uma importância muita
pequena para as vezes que vamos perder. Prefiro ficar 100% das
vezes com 4000 ou 1000 fichas (fazendo check behind no river, por
exemplo) do que 80% das vezes com 5000 e 20% com 0 fichas (quando
vamos all-in no river e levamos call).
Teremos de passar esta fase com mais de 1200 fichas em mais de 90%
dos DoN’s que jogarmos, apenas será justificável perder nesta
fase em situações de 70/30, ou melhor, a nosso favor. Se isto não
estiver a acontecer, algo está mal no nosso jogo e provavelmente
estamos a envolver-nos em demasiadas mão. O nosso VPIP (% de vezes
que colocamos fichas sem ser nas blinds) deverá ser algo em torno
dos 7-8% nesta fase.
Pré-Bubble e Bubble
Quando as blinds atingem o nível
75/150 com ante de 15, 99% das nossas acções terão de ser all-in ou
fold, a opção raise/fold é demasiado má para ser sequer discutível.
Neste nível de blinds, estarão em média 7 jogadores dos 10
iniciais, logo estamos numa fase de pré-bubble visto que paga a 5,
devemos portanto jogar quase como se da bubble se tratasse.
Pré-flop estarão no pote 330 fichas, que representam mais de 15% da
stack média.
Nesta fase é muito importante perceber o conceito ICM (Independent
Chip Model). Este conceito é um pouco difícil de explicar e não me
vou alongar sobre ele, mas está relacionado com o nosso valor
esperado de acordo com as fichas que temos. O ICM calcula qual será
o nosso resultado final no longo prazo de acordo com as nossas
fichas e com a tabela de pagamentos. Quanto menos fichas temos,
mais valor elas têm, ou seja, 1000 fichas valem mais do que 1/5 de
5000 fichas. O ICM é fundamentalmente usado para perceber se é +EV
ou não ir all-in na fase da bubble e, por isso, aconselho todos a
procurarem alguns programas online para testarem se estão a ir
all-in com o range adequado de mãos.
Nos DoN’s a tabela de pagamentos é idêntica para todos os
primeiros 5 lugares, logo o ICM fica mais fácil de calcular e
podemos ver isso através de um exemplo simples: na bubble estão 6
jogadores e todos com 2500 fichas, logo a probabilidade de cada um
ganhar é de 80%. Se estivermos num DoN de 10$+0,40$, cada jogador
nesta fase tem um valor esperado de 16$, o que significa um lucro
de 4,6$ para cada um no longo prazo.
Continuando com o exemplo anterior, se formos all-in com KK e
levarmos call de A2, temos 70% para ganhar a mão e ganhar o DoN, ou
seja, passamos de uma situação em que temos 80% para uma de 70%.O
nosso oponente passa de 80% para 30%, para onde foi o resto da
Equity??? Os outros 4 jogadores passam de 80% para 100%!!!!
Portanto, concluímos que teremos de ter extremo cuidado com as mãos
com que vamos all-in, a quem colocamos all-in e ainda mais cuidado
com as mãos com que damos call a all-in.
É muito importante controlar as stacks dos adversários, se somos os
shorts da bubble, temos de ir all-in com um range de mãos bastante
mais largo do que quando estamos em 3º ou 4º em fichas. Pressionar
as stacks que são idênticas à nossa e não pressionar os shorts nem
as big stacks.
É evidente que o range de all-in deverá ser bastante diferente
quando estamos UTG ou se estamos BTN ou SB. Compreender isto é
fundamental, quer em DoN, quer noutra vertente de Poker
qualquer.
Um dos erros mais comuns quando estamos chip leaders de um DoN é
dar calls a shorts na tentativa de acabar com o sit o mais rápido
possível, mas o objectivo é exactamente o contrário: Não queremos
ser nós a fazer o “trabalho sujo” de eliminar o último
adversário, não queremos perder Equity para ganhar o sit.
Há muitos pequenos detalhes que, além de serem difíceis de
explicar, não fazem sentido para quem se está a iniciar neste tipo
de sit’s, mas que com a experiência se vai percebendo que são
importantes: distribuição das stacks na mesa, facilidade com que as
big stacks dão call, se os shorts são muito tights ou não, etc,
etc.
Espero que com esta descrição básica sobre os DoN melhorem os
vossos resultados.
Boas Dobras!
Henrique “Policy10” Pinho
Site oficial da world series of poker, poderá aqui manter-se informado, sobre tudo aquilo que se passa neste campeonato mundial, e deliciar-se com os maravilhosos premios envolvidos.